Fazia muito tempo que não atualizava meu primeiro blog. Quando surgiu a onda do blog, eu fiz uns oito.

É, sou meio exagerada. O tempo passou e graças aos conselhos acertados de um amigo, Eric Novello, eu reduzi o número. E criei somente um o blog Alma e Sangue, onde ele colocou tudo que era meu. Um trabalhão! Mas ele fez, entende melhor de blogs que eu. Riss.

Ele estava certo, a cor do blog estava errada, muito escuro. É incrível ver que me adaptei ao um blog claro e menos gótico. Dá menos trabalho para o leitor absorver o que postamos e cansa menos a vista.

As magicamente crescerem. Então O Olho Que Tudo Vê permaneceu, Andréa Cisne uma amiga e colaboradora incrível, organizou ele todo e me impediu de excluí-lo.

Hoje tem outro blog, Alma e Sangue, que atualizo com mais freqüência. Os meus livros estão sendo lançados e tantas coisas aconteceram. Mas vale a pena manter meu primeiro blog. Vou tentar o atualizar e manter assim. Tem muita coisa pra ser feita e o tempo curto.

Talvez poesias, idéias malucas, meu cotidiano nada emocionante. Vamos ver o que consigo fazer.

Ele esta linkado no meu blog principal. Assim fica mais fácil achar.

 

Beijos mordidos.

 

 

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 20h41
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ankh

 

Tão Perto...

 

Por

Nazarethe Fonseca

Todos os direitos reservados a Autora®

 Às vezes penso que vou te perder,

Sua fuga silenciosa me assusta.

Queria poder segurar cada minuto,

Prendê-los na teia de minha memória,

Dentro de meus sentidos.

 

Fique ao meu lado.

Do que tem medo?

De se apaixonar?

Tarde demais.

 

Cada momento é único e nós já temos vários.

Se pudesse os prenderia dentro de uma bolha de sabão.

Numa caixa de vidro, dentro de meus olhos.

No seu coração.

 

Quando o dia vem e te leva dos meus braços.

Sinto tudo se desfazer, vira um sonho, uma ilusão.

Sua voz me mantém, mas por quanto tempo?

 

Tenho o sabor de seus beijos em meu paladar.

Quero te trazer para mais perto.

Reproduzir a maciez dos seus lábios,

A aspereza de sua barba malfeita.

Nossa respiração.

Sua língua, a minha...

 

Fique comigo.

Porque você quer fugir quando sabe ser impossível.

Abraço-te, prendo-te um pouco mais.

Pernas e braços, no leito desfeito...

Você quer e fica, mas teme amar.

 

De olhos fechados, junto ao seu corpo.

Tento fazer o impossível, vencer seu medo.

Seu cheiro me entorpece, enlouquece.

Seus ombros são meu caminho e repouso,

Onde deixo minha tristeza, minha alegria, meus beijos.

Seguro sua mão e sinto sua pele, eu a tenho em minha memória.

Sozinha posso sentir seus dedos, nossas mãos juntas.

Eu te sinto tão perto, ao alcance de meus dedos.

Seu corpo, o meu...

 

 

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 22h08
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ankh

Precisava Voltar

 

 

Por

Nazarethe Fonseca

Todos os direitos reservados à autora®

 Eu precisava voltar para seus braços.

Beber novamente de suas veias.

Deixar seu sangue penetrar em meu corpo,

Tomar meu coração...

Docemente me levando os sentidos.

 

Você esta dentro de mim novamente.

E eu tremo em gozo.

É assim que nos amamos,

Somos feitos de sangue e desejo.

Vampiros, amantes, seres da noite.

Beije-me, complete a entrega.

 

Eu precisava voltar aos seus braços

Beber novamente de suas veias.

Sentir a sua força penetrar em meu corpo,

Em minha alma.

 

Em seus braços com a boca colada a sua carne,

Sugo vigorosamente.

Sinto sua mão acariciar meus cabelos,

Seus dedos desfazendo meus laços,

Nossas peles são da cor do mármore.

Seu braço forte me aconchega.

Aperta,prende,protege,domina.

Meus olhos se perdem além da janela.

A lua sumiu no céu e tudo que resta é escuridão,

 

O seu coração e o meu batem juntos.

O sabor de sua pele está em minha língua.

Seu perfume embriagador entranhado em minha pele.

Seu corpo está junto ao meu.

Nossas peles nuas parecem uma só;

 

Afasto os lábios e seu sangue é meu batom.

Você sorri e beija-me faminto.

Aperta-me, acaricia, devora.

 

 

Eu precisava voltar para sua vida.

Precisava de sua força,

De seu sangue,

Ele me nutre;

Precisava realmente voltar.

Voltar a ser sua amante.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 21h06
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ankh

Não sei Brincar

Por

Nazarethe Fonseca

Todos os direitos reservados à autora®

 

Eu não sei lidar com você.

Meu brinquedo, meu amor.

Toco-te e te faço mover a cabeça,

Sim e não, agora e sempre.

 

Mas eu não sei te fazer muito feliz.

Dou-me inteira e sempre vai faltar algo.

Minha alma, meu sangue.

 

Venha buscar.

Eu não sei brincar.

Talvez eu esteja quebrada,

Um defeito pequeno... É bem aqui no coração.

Ele bate, e sangra.

Não deveria já que sou feita de plástico,

 

-De que você é feito?

-Madeira. – meu brinquedo responde.

 

Mentira, ele é feito de ferro, suas mãos vão rasgar meu vestido colorido.

Não sei girar como a bailarina da caixinha de música.

Mas sei te abraçar, sou macia e cheiro a alfazema.

 

Eu não sei lidar com você.

Meu brinquedo, meu amor.

Toco-te e te faço mover a cabeça,

Sim e não, agora e sempre.

 

Pano e madeira,

Bonecos vivos nas mãos do destino.

Movendo-se dentro do quarto de brinquedos.

Correndo das mãos das crianças.

Imóveis quando nos convém.

 

Mas quando ganho vida eu não sei brincar.

Sou boneca e minha beleza está no coração de quem

Pode me abraçar.

Eu não sei brincar.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 18h38
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ankh

A Minha Dor

por

Nazarethe Fonseca

Todos os direitos reservados à autora®

 

A minha dor não se mede,

Não se pesa.

Ela vai comigo por aonde quer que vá.

 

Está na minha face cansada,

No meu sorriso sem força, mas esforçado.

Ela está dentro de minha cabeça em forma de dor.

Um Anador não vai fazer ela passar,

Uma Cibalena não vai curar.

 

A minha dor é do tamanho do mar.

Pesada como um navio,

Profunda como um abismo.

 

A minha dor está ai para todo mundo vê.

Ninguém comenta, é normal chorar sangue.

É comum ser só, é belo ser uma guerreira.

Alguém que só vence e nunca chora.

 

 

Estranho... Há um riu salgado dentro de mim;

E ainda dizem: Imatura.

Eu só quero um pouco de liberdade.

Sorrir ao lado de alguém,

Amar, beijar na boca.

Sentir que não sou feita de gelo e dor.

 

Mas enquanto houver a dor,

Sei que estou viva.

Eu não morri de apatia,

Estou lutando para a dor passar.

 

Ela não passa, parece só crescer,

 

Ela esta viva comigo,

Somos quase amigas.

Mas ela tem temperamento cruel,

E sempre me afasto dela,

Mas ela não me deixa partir,

Não me deixa respirar.

Amar impossível, ser livre pior.

 

Ela vai me matar,

Mas não antes de me fazer

Sofre um pouco mais.

 

Já deixou marcas,

Cicatrizes,eu as escondo no peito.

Eu a exibo como troféu.

Eu sofro calada,

Porque já não tenho língua.

Só palavras.

 

A minha dor não se mede,

Não se pesa,

Ela vai comigo por onde quer que vá.

 

Está na minha face cansada,

No meu sorriso sem força, mas esforçado.

Ela está dentro de minha cabeça em forma de dor.

Um Anador não vai fazer ela passa,

Uma Cibalena não vai curar.

 

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 20h30
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ankh

 

Seduza-me

Por

Nazarethe Fonseca

Todos os direitos reservados à autora®

 

Seduza-me.

 

Com seu mais doce olhar,

Posso sentir sua mão conduzir-me a você.

Há muito tempo espero por sua presença.

Tocando meu rosto com a mais leve carícia.

A ponta dos dedos...

Os lábios roçando os meus.

Deixando óbvias suas intenções.

Tudo nesse mundo conspira.

Reclama essa união.

 

Seduza-me.

 

Bem devagar,

Não tenha pressa, apenas toque sua guitarra.

Enquanto me dispo diante de seu olhar.

Seguindo as notas da melodia.

Sussurre junto ao meu ouvido seus desejos,

Abrace-me devagar.

Posso sentir seus cabelos junto a minha face.

Fiquei e seduza-me.

Eu posso sentir o desejo na sua voz.

Seu olhar me cobre de cores.

As mãos fortes me prendem a você.

Sua boca me convida e aqui e agora eu vou me render.

O beijo.

Você me devora,

Devagar,

Lentamente.

 

Seduza-me.

 

Não me importa que tudo nesse mundo nos separe, eu escuto sua musica;

E quando você canta é para mim.

É por mim.

Estou viva e o seu menor gesto me seduz.

 

Seu sorriso, sua voz manhosa ao telefone.

Eu quero... Muito mais.

Seduza-me.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 21h44
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ankh

 

Dentro de meu mundo... Só Você.

Por

Nazarethe Fonseca

Todos os direitos reservados à autora®

 

Aqui na escuridão de meu universo existe lua e sol.

Luz e fogo.

Basta você saber ver, acender, queimar...

Dentro de meu infinito existe paz e guerra.

Morte e vida...

Fica aqui dentro de mim, no céu da minha boca.

No vale de minhas pernas.

Desbravando o que pode ser conquistado, nunca vencido.

Amor e ódio.

Existem mares e desertos.

Oásis e pântanos.

Florestas e mangues.

A escuridão está nas réstias das portas entreabertas.

Fale, grite, eu posso ouvir aqui dentro de meu mundo.

Responder será minha escolha.

A sua, é permanecer,

Suportar meu amor na sua vida.

Meu carinho no seu mundo feito de decisões.

Não durma eu vou roubar seus sonhos.

Fique acordado e deixe-me te em brigar,

O vinho aqui é mais puro, mais doce.

Ele jorra das fontes invisíveis de meu mundo.

Aqui sou a Deusa e o Diabo, o céu e o inferno.

Vou beijar sua boca fechada sorver tua ternura.

Com um suspiro... Uma mordida.

Vou fazê-lo desejar ser parte de minha alma.

Deitar sobre você será meu mais simples gesto.

Quero sair, mas quero entrar.

Fique perto de mim, ou estenda a mão.

Eu vou aceitar.

Não vou parar para pensar.

Seguirei o fluxo, o rumo.

Preciso agir com meus instintos de animal;

Ser a caça e o observador.

Vou sair das sombras e assumir meu lugar no infinito,

Virar estrela de seu universo.

Assumir que sou de carne e osso.

Assumir que posso sangrar de prazer e amor.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 21h48
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ankh

Entrevista em vídeo com a Nazarethe!

Pessoal, divulguem por aí.
Quem tiver blog, pode copiar também, é só dar os créditos.
O Portal fantastik (que irá divulgar muuuito a literatura fantástica nacional) fez uma entrevista comigo.

Para quem prefere ver em boa resolução: http://www.vimeo.com/user595132

Para quem está acostumado com os padrões do youtube: http://br.youtube.com/watch?v=vjkpzQtHkzs

Bora espalhar!
 
 

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 23h31
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ankh

Nada ou Menos que isso.

Por

Nazarethe Fonseca

Todos os direitos reservados a Autora®

 

Haverá um tempo em que você será lembrança.

Ou menos que isso.

Existirá o tempo que você será um borrão,

Ou menos que isso.

Tudo que fomos,

O que vivemos.

Sentimos.

Nada existirá.

Por tudo que seríamos.

Ou Menos que isso.

Tudo acabará.

 

Eu sei, tenho certeza, não haverá sequer lembrança.

Ou menos que isso.

A chuva deixara mais marcas que sua presença em minha vida.

Ou menos que isso.

O vento na duna deixa marcas suaves.

As leva e trás.

 

O canto de um pássaro.

Tudo isso pode abalizar.

Mais não deixa marcas visíveis.

Amar desse modo não é considerado amor.

Dizem ser moléstia.

Corruptela do verdadeiro sentimento.

Tara ou doença.

Como o sentimento do desejo

Que alimenta grandes fornalhas

Para transformar tudo em cinza.

Ou menos que isso.

 

Muito breve, nada vai restar.

Não haverá música favorita.

A briga que nos levou a desejar mais.

Carta de amor,

O seu cheiro,

Seus objetos,

Sua voz.

Até mesmo estas palavras.

Ou menos que isso,

Vai restar.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 22h22
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ankh

ABRAÇO

Por

Nazarethe Fonseca

Todos os direitos reservados a Autora®

 

As palavras me faltam, mesmo as dominando como cavalos selvagens,

Queria ficar em silêncio e tudo dizer.

Deixar meu corpo falar,

Ele quer te abraçar trazer para o colo sob o véu negro, ondulado.

Expressar a alegria com um sorriso com sabor de algodão doce.

O desejo de estar, de ser, de pertencer a alguém, depois de tudo.

Minhas mãos gritam e nas pontas dos dedos existem beijos.

São seus, todos eles.

 

Preciso ficar em silêncio.

Fechar os olhos e ouvir você em meus ouvidos.

Não há promessas, não a há futuro além do amanhã.

As poucas horas que damos nossas mãos são eternas.

Mesmo há quilômetros de distância  as palmas se tocam,

E mesmo assim sinto seu calor me envolver.

Entenda meu gesto quando te envolvo.

Quando tento fazer você caber em meus braços.

Um brinquedo grande e vivo.

 

Quero fazer com minha magia o tempo, o relógio digital insensível parar.

Só existem as palavras costurando o tapete de nossos sonhos;

Desenhando rabiscos de um futuro incerto.                     

Temos pouco, mas para quem sente e deseja é muito.

E o tempo que não temos a chuva que cai mesmo fazendo sol.

Diz-nos onde estamos e quem somos nos jogo do querer.

Dois mundos, dos tempos, um relógio, um sentimento.

Um beijo escrito, desenhado em cores, sobre nossos lábios.

As palavras soltas no ar, flutuando em nossos ouvidos.

O momento que poderia ser eterno e dura tão pouco.

 

O beijo que sentiremos.

Os sabores que provaremos.                          

 

As palavras podem sumir,

Temos de nos olhar.

Temos de nos abraçar.

Pois quando te abraço,

Sinto-te cada vez mais longe.

 

 

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 22h26
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ankh

Quase Sempre

Por

Nazarethe Fonseca

Todos os direitos reservados a Autora®

 

Quase sempre quando penso em você,

Vem-me uma sensação de que algo não foi dito,

Que precisamos nos encontrar novamente,

Para ter aquela briga maravilhosa!

Ela nos fará compreender,

Que não vivemos um sem o outro.

Preciso dizer tudo que meus lábios seguram,

Quero sim, beijar sua boca...

Mas não quero admitir o quanto isso me faz falta.

Pouco importa o quanto eu ou você sentimos,

O que importa é a razão.

Ela, está mulher controlada e gélida deve ser obedecida.

Nós não podemos ser um nunca mais,

Jamais será sempre.

Mas mesmo assim nossos corações clamam por essa briga.

Que levará a um beijo.

Que me fará cair em seus braços,

E finalmente ceder.

Há tempos não pensava nisso...

Há tempo não pronunciava seu nome,

Não sentia você.

Porque na nossa última briga você me feriu profundamente.

E isso evitou o beijo.

O beijo que nos faria só um.

E quando somente à sensação morna e envolvente,

Ficasse, saberíamos o quanto nos amamos.

O quanto é impossível,

O quanto é maravilhoso e proibido.

O nosso amor é único porque ele beira a fuga, a loucura.

Quase sempre quando penso em você.

Espero a briga, o beijo.

 

 

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 22h43
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ankh

Você não precisa de mim.

Por

Nazarethe Fonseca

Todos os direitos reservados à autora®

 

Às vezes quero gritar, mas apenas sussurro.

Levo os dedos aos lábios e espero que eles me silenciem,

Tudo fica estranho na sua ausência.

Dentro de meu mundo as coisas são mais vivas.

A cama desfeita, sua xícara sobre a mesa esperando o café.

 

Os livros, o violão, meu corpo ansioso.

Gosto de pensar que tudo está como antes.

Mas sua ausência não me deixa mentir e ser feliz.

Fecho meus olhos e escuto sua voz.

Sinto sua respiração sobre minha pele,

Como se tudo fosse igual.

 

O dia nasceu e em nossa cama ainda é noite.

Abraço o travesseiro e sinto seu cheiro.

Esta tão perto, quase entre minhas pernas.

Sob meu corpo, e me pergunto, o que sou sem você?

Em sua ausência as cartas de baralho perdem o naipe.

 

O café parece chá e o pão vira bolacha.

Da cozinha vejo o jardim, o portão...

 

O sol levanta mais cedo.

A chuva hesita.

Diz para mim, ate onde devo ir?

Lavo os pratos, escrevo,penso em você e o relógio corre lento.

Dia, tarde e noite.

Na penumbra do quarto,

Fico nua diante do espelho esperando,

Seu retorno e seu abraço.

Sento na cama e brinco com a solidão.

Preciso saber onde termino e você começa.

Seus lábios e os meus.

Tudo parece muito perto e muito longe.

Os papeis voam próximo a cama, estão colados ao meu corpo.

Neles escrevi teu nome e ele está sobre minha pele nua.

Palavras e sonhos, meus desejos mais secretos,

Minha magia, meu amor.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 22h47
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ankh

Adágio.

Por

Nazarethe Fonseca

Todos os direitos reservados a Autora®

 

Quero estar na semi – escuridão das velas.

Esperando tua chegada, coberta de seda e damasco.

Vagando ansiosa pelo leito desfeito.

Que atravesse a porta tal qual intruso.

Não quero que me dispa.

Toma-me, ergue minha saia buscando penetrar-me.

Antes mesmo de beijar-me.

Não desate meus laços, tão pouco solta meus cachos.

Apenas mergulha na minha carne ansiosa,

Como um mergulhão esfomeado ao mar.

 

Deixa seus dedos deslizarem por meus tornozelos enquanto,

Afundas um pouco mais em meu corpo, nos meus mistérios.

Só então silencia meus gemidos, minha suplicas com tua boca.

 

Resista à dor que minhas unhas provocam na carne de teus ombros.

Deixa-me gemer sobre teus lábios.

Agarrar-me ao teu corpo como um náufrago segura a tábua de salvação.

Tu eis a tempestade de prazer que se abate sobre minha carne.

Levando-me a delirar, lançar gritos de puro deleite a Poseidon.

 

Sou como um barco e aderno, da proa ao tombadilho no mar de teu corpo.

Lanço minhas velas para que as sopre com tua respiração, teus sussurros,

Devassos, meu pequeno Deus mortal.

Teu peito, tua virilha é onde repouso depois do gozo.

Prossegue nessa cavalgada feroz e arrasta-me contigo

Conduzida pelos cabelos tal animal selvagem.

Une-me, completa-me, enquanto estremeço e me entrego a lassidão.

Semelhante a que a morte proporciona aos que toca amante,

Que possui todos sem distinção.

 

Ah! Pudera preservar este deleite no corpo, o toque de teus lábios nos meus e seria eterno.

Vejo-me confusa e trêmula debaixo da força de sua virilidade.

Num turbilhão que vem de te e encontra o meu.

Oh!Hora desejada do gozo dos corpos e das almas mortais.

Leva-me ao paraíso, conduze-me aos céus.

Permite-me esperar que a calmaria venha lenta sobre meus membros

Antes que se afaste de mim, desunindo nossa carne feita gêmea.

E enquanto respiro como submergindo de um mergulho longo,

Encontro o jade de seu olhar.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 21h38
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ankh

 

A tua boca.

Por

Nazareth Fonseca

Todos os direitos reservados a Autora®

(Para B.)

 

A tua boca tem a medida certa,

Dentro dela é que me perco e encontro.

Nos teus lábios caminho desnuda,

Sem pudor.

E neles encontro o desejo.

A força para a entrega sem medos ou medidas.

No leve roçar de sua pele.

No que busca tua língua;

No abraço que leva ao beijo.

Realizo-me.

Gozo.

 

A tua boca...

Doce e forte é o paraíso,

O vinho dos ébrios,

O pecado que condena aos infernos.

O êxtase que eleva ao céu.

 

A aventura que me torna nômade.

Oásis perdido onde mato minha sede de prazer.

Nela encontro à força devastadora do mar,

A calmaria depois da tempestade.

O sabor de sal e sol.

A espuma da onda nos meus pés.

A tépida carícia da tua língua arrepia.

 

A tua boca é perfeita.

Na medida exata do meu desejo.

Eis a fome que consome o pensamento,

A febre que me faz tremer e gemer.

Tua língua transforma meu corpo em caminho e meu sexo em morada.

O encontro supremo do mar e a praia.

Do fogo e do aço.

Da vontade e a posse.

A que desce ao inferno e sobre aos céus.

Ah! A tua boca me promete...

O que anseio provar no teu corpo de homem.

 

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 20h22
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ankh

Eu quero ser

Por

Nazarethe Fonseca

Todos os direitos reservados a Autora®

 

Dentro de seu coração

Quero ser o vermelho.

Dentro de sua vida

O amor.

Quero ser tudo que sempre desejou,

O forte, o fraco.

O melhor.

Completar o que lhe falta.

 

Ser o amor que nunca achou.

O momento de alegria que jamais provou.

A vitória, o banho de chuva.

Oh! Eu quero tanto pertencer, me dar,

Mas só não encontro o amor.

Às vezes gosto de imaginar.

Que tudo vai ficar preso,

Entre nossos dedos entrelaçados.

 

Que a lua não vai minguar e que

O meu coração é seu.

Gosto de pensar em seu olhar.

Que sempre vou sentir suas mãos,

Em meus cabelos e sua boca na minha.

 

Eu quero ser

O que precisa,

Eu quero ser seu tudo.

 

E se fechar os olhos.

Eu vou conseguir.

Como os anjos no céu.

Eu posso ser.

 

O que você quer, o norte e o sul.

Deixe-me tentar,eu não vou errar.

Pois eu quero ser o seu amor.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 23h09
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ankh

[ Perfil ]

Nazarethe Fonseca
Sou uma mulher, pois, assim o divino me destinou a ser. Estou em constante mudança, evolução e até mesmo sujeita a retroceder. Pois nesse corpo bate um coração, nessas veias corre sangue. E como um animal “consciente, falante, civilizado”, posso incorrer a enganos, atos impensados. Não me limitarei a dá qualidades, pois talvez somente eu as perceba. Citarei que acho mais obvio em minha natureza humana, feminina. Tento sempre ser positiva, otimista, sem parece hipócrita, amiga, segura, forte, persistente, grata, consciente, tolerante, paciente, sagaz, ter um propósito, ser movida pela fé, pela idéia de que a nossa volta existe algo mais que o vazio, o silencio ensurdecedor. Talvez isso não seja tudo, mas certamente é o que me ocorre a essa altura da vida. Pois nada pode ser perpetuo quando somos mortais.



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Andréa Cândido
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