Estevi ausente,mas voltei.

CARTAS PARA O PÁSSARO DE PRATA.

por 

Nazarethe Fonseca  

 

Noite

                  

O vento sopra suave em meu jardim.À noite esta fria,mas aconchegante,sinto o vento frio no rosto como uma caricia tardia,única.O aroma das rosas é suave,estou só com a noite.Meu coração guarda segredos,lamentos,ecos,palavras.Quero falar,quero te tocar com meus olhos.

Volte esta noite pelo meu jardim, salve-me da sua ausência,ela vai me matar.Estou sozinha e de você não há com quem falar.Meu segredo,meu crime,meu pecado.Minha dor mais querida.O céu escuro não consola e existem muitas vozes,mas nenhuma é a sua.Nenhuma é tão doce e forte,bela e amarga,triste e gaiata.

Às vezes penso nesse corpo que não toquei,na boca que não beijei.Deixo os dedos flutuarem no ar da noite,imaginando a sua não muito longe.O que há além das noite onde você vive.

O que seus olhos vêem?

Quem seus lábios beijam?

Quem protege em suas asas,meu anjo?

Você me expulsou do paraíso,tirou minhas asas de borboleta e roubou minha magia de fada.Sobrevivo comendo pétalas de rosas brancas,temperadas por minhas lágrimas saudosas.Uma por te,uma por mim.

Imaginando o sabor de tua boca,o teu cheiro...Mas é noite e vou dormir,preciso,pois dormindo o coração deixa de sofrer,de sangrar.

Dentro da noite vejo as rosas,vejo os anjos,vejo você.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 06h52
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Nazarethe Fonseca
Sou uma mulher, pois, assim o divino me destinou a ser. Estou em constante mudança, evolução e até mesmo sujeita a retroceder. Pois nesse corpo bate um coração, nessas veias corre sangue. E como um animal “consciente, falante, civilizado”, posso incorrer a enganos, atos impensados. Não me limitarei a dá qualidades, pois talvez somente eu as perceba. Citarei que acho mais obvio em minha natureza humana, feminina. Tento sempre ser positiva, otimista, sem parece hipócrita, amiga, segura, forte, persistente, grata, consciente, tolerante, paciente, sagaz, ter um propósito, ser movida pela fé, pela idéia de que a nossa volta existe algo mais que o vazio, o silencio ensurdecedor. Talvez isso não seja tudo, mas certamente é o que me ocorre a essa altura da vida. Pois nada pode ser perpetuo quando somos mortais.



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