(Correção somente pelo Word. N.F)

O OLHO QUE TUDO VÊ

 

O ENCONTRO

 

 __O medo.

            O jovem asiático começou a falar no centro da sala, iluminada somente por velas. Os candelabros altos traziam ao ambiente uma atmosfera misteriosa, soturna, que envolvia o locutor como uma capa de cores sinistras. E os sete espectadores que o observavam atentos de seus acentos dispostos em vários cantos daquela sala clássica, antiga.

            __O Arrepio corre por sua espinha como a caricia gélida da morte.__prosseguiu ele.__Gelando seu sangue nas veias, fazendo seu coração palpitar, a intranqüilidade, o grito de terror, o pedido de ajuda.__sua voz assumia tons altos e baixos, murmúrios tentando tocar seus ouvintes.__Tudo isso é medo, mas até que ponto se poder suporta-lo? O limite entre a coragem e o pânico absoluto? O que determina se vai ficar e lutar, ou correr e morrer nas garras de seu algoz seja ele homem, ou fera.__parou e com um sorriso malicioso murmurou.__Levante a mão quem jamais sentiu medo.__olhou seus espectadores e insistiu.__O silêncio responde por si só, pois não existe viva alma, ou morta __ele riu__ nesse aglomerado de vida mortal, imortal, que não tenha sentido o toque devastador do medo sob seus sentidos.__andou até o lindo aparador e tomou um das rosas do lindo arranjo entre os dedos e murmurou por entre suas pétalas.__O medo tem cheiro doce, ele desliza sobre a pelo como suor, pelos olhos como lagrimas de terror...__falou como se lembrasse de algo, ou alguém.__Inesquecível a face do medo.__Existem milhões de motivos para se sentir medo. Eles nos rodam nos mais sutis disfarces. Escolha o seu! Querem escolher?__dirigia-se aos espectadores mudos, pensativos.__Não, melhor não ter nenhum, é mais seguro.__riu maligno.__Deixe que ele se revele por si só. Ele pode virar seu amigo, seu vizinho, sua sombra e acompanha-lo no caminho do trabalho, para dentro do elevador, sentar no bando traseiro e recebe-lo com uma faca na garganta. Desista __falou num suspiro cansado.__Ele é primo da morte e com ela anda, chega primeiro, prepara o campo para sua chegada. Um planta e o outro colhe!__disse movendo a rosa como se fosse a foice da morte.

            __Cubra-se, esconda-se debaixo da cama, enterre a cabeça nos travesseiros, durma com sua mãe.__ele riu jocoso.__Abrace forte seu amante no leito, grite no escuro do cinema vencido pelo suspense pelo terror. Não se deixe convencer são ilusões, mentiras!__rugiu, elevando a voz, arregalando seus olhos misteriosos.__Mas como vai fugir de algo que vive dentro de seu coração, de sua alma, dentro de sua mente?Vamos, diga bem alto: “ __Eu não tenho medo”__foi um sussurro que ele repetiu por mais duas vezes com sua voz arrepiante.__Mas existe uma verdade em tudo isso, o medo só pode lhe alcançar se você permitir.

            Dizendo isso Lee, nosso locutor, se curvou com a rosa entre os dedos e foi aplaudido. Ariana sorria seduzida, não escondia seu carinho por Lee, e ele retribuía como podia, quando ela se aproximou ele beijou-lhe as mãos macias, longas, pálidas e sorriu malicioso. Flora limitou-se a continuar sentada somente aplaudindo friamente, estava com ciúmes. Mas ao sentir a caricia de Edgar sobre seus ombros desfez a cara amarada e lançou um olhar mais do que significativo sobre ele. Aquelas duas francesas eram no mínimo intrigantes, selvagens, em suas paixões e ódios. Edgar como bom inglês que era sabia acalmar os ânimos com suas frases conciliadoras, às vezes inocentes, mas por trás de seu sorriso havia muito a ser elucidado. Lena sorriu manhosa, com seus olhos verdes, felinos e murmurou um “apropriado” em direção a Lee. Otto serviu-se de mais um gole de vodca e lançou um olhar desejoso sobre Sabbath, a anfitriã, e líder daquele estranho, inusitado, grupo. Caminha ate o carrinho de bebidas era um ótimo modo de ficar mais perto dela. Já que perdera seu posto de amante a quase cem longos anos. Bem, ele é persistente, e por Sabbath pode esperar por toda a eternidade. Ela o sentiu as suas costas e se levantou, a cauda longa do lindo vestido de veludo, a seguiu. E quando se inclinou sobre Ciro viu os olhos de Otto se encherem de um fogo vivo e bem conhecido a ela, ciúmes. Seus cabelos lisos e negros estavam entre os dedos de Ciro, enquanto ele sorria e parecia, mas do que satisfeito com toda aquela atenção de Sabbath.

 

                                       

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 20h08
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ankh

          

   Cont...

           __Vamos Lee, nos merecemos algo melhor que isso.__Sabbath comentou andando pelo salão, enquanto tocava as suas exóticas e finas jóias.

            Lee sorriu tocou o casaco de veludo negro e afirmou amável:

            __Minha bela, Sabbath, estou desatento hoje.__se desculpou indo servir-se de um cálice de um “vinho” ali conhecido por todos.

            __E por que seria?__Ariana quis saber curiosa, atenta ou amante, eles tinha uma relação aberta, mas ela sempre desejava fechar o laço em torno dele.

            __Sou uma criatura movida pela paixão, o que posso fazer.__tentou se justificar.

            __De certo não contem com suas historia esta noite, Lee quando “apaixonado” se torna enfadonho.__Edgar saltou entre dentes, risonho, levantando o riso na sala.

            __Da ultima vez ele conseguiu nos assustar.__Flora lembrou mais acostumada a sua presença.

            __Verdade.__Otto falou brincando com o copo de vodca nas mãos.

            Jazia recostado na lareira, observando as chamas, por vezes as mãos de Ciro sobre a cintura de Sabbath, o modo como ela aceitava seu toque e não o dele...

            __Tenho uma sugestão.__disse seguro de seus planos.__A tempo não ouvimos Sabbath, porque esta noite ela não nos presenteia com uma de suas lindas historias de horror.__sugeriu olhando-a nos olhos.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 20h06
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ankh

 

        Cont...

            Aqueles dois eram iguais, dois amaldiçoados, seres imortais que ao descerem a cova foram rejeitadas pela terra. Finalmente, quando despertaram, e surgiram para o mundo dos vivos, passaram a viver nas sombras. Vampiros? Sim, mas não como vampiros comuns, vampiros de energia. Eles a sugavam de suas vitimas através de um beijo. Sabbath desviou a vista e compreendeu o que Otto desejava, deixa-la vulnerável diante de todos, pois geralmente quando narrava a historia da noite, revelava grande parte de seus sentimentos, aventuras, passado. Mas não se intimidaria.

            __Sim, conte-nos uma historia Sabbath.__Lena sugeriu, ficando sempre do lado de Otto.

            __Alguém contra?__Sabbath, pois o assunto em votação. Mesmo sabendo que os votos seriam unânimes.__vejo que não.__murmurou segura e amável, mas com um leve toque de sagacidade no olhar escuro.

            __Enfim vamos nos divertir um pouco.__Edgar murmurou buscando seu acento como todos os demais faziam.

            Pareciam crianças diante de uma fogueira prontas para enfrentar seus piores medos através de uma historia apavorante. Mas ali não havia mortais e tão pouco inocentes. Todos conheciam as faces do terror que provocavam em suas vitimas.

            Sabbath foi até o centro da sala, se posicionou diante da grande bola de cristal sobre um tripé de metal trabalhado. Estendeu as mãos alvas e o tocou o cristal, imediatamente sentiu sua força, os dedos formigavam, as imagens vinha ligeiras enchendo sua mente, a bola emitiu um brilho suave convidando os demais a tocá-lo. Os outros sete membros se ergueram e cada um deles tocou a bola. E lentamente voltaram aos seus lugares para ouvir a voz de Sabbath:

            __A CARTOMANTE...

 

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 20h05
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ankh

 

       Cont...

         Solaris despertou de um salto, a escuridão a envolvia completamente. Tocou os olhos e descobriu a venda. Uma espécie de óculos negros, que lhe permitiam piscar, mas nada ver. Tentou arranca-la, mas não conseguiu. Os lábios doíam, assim como o corpo, resultado da luta que travou com seu agressor. Tocou o espaço a sua volta, dedos estendidos, que buscavam ver o que os olhos não podiam. E se percebeu sobre um catre estreito, ralo. Estendeu o pé e encontrou o chão frio, úmido, cimento grosseiro. No ar um cheiro de mofo, misturado à cal. Ali em meio às batidas agitadas de seu coração a respiração alterada pelo medo enorme que sentia, ouviu um pingo d’água. Ficou de pé, tocou o tecido que cobria seu corpo e se percebeu dentro de um camisolão quase hospitalar. Algodão simples, grosseiro, até os joelhos.

Seria seguro andar? Avançou. Um passo, dois, inseguros no chão repleto de poças, logo havia percorrido sua cela em linha reta rumo a porta de metal pesada. Tocou-a em busca do trinco, as mãos delicadas ansiosas sobre o metal, esquadrinhando para se deparar com a frustrante condição de que não havia trancas. Fechado por fora!

            Solaris tocou a cabeça, a venda incomodava, não poder ver poderia leva-la a loucura. Mas era exatamente o que seu raptor queria, leva-la a loucura tirar-lhe o dom da visão. Se encheu de coragem e vagou pela cela. Paredes nuas, frias, um quadrado somente com uma saída e nada mais. Topou numa cadeira e mesa de metal, era tudo. Voltou ao catre e esperou sabendo agora que a porta estava a sua frente. Marcou toda a cela em sua mente, era tudo que podia fazer para não perder a noção de espaço, aquilo poderia lhe custar à vida agora. Uma hora se passou sem que nada nem ninguém a perturbassem. A porta se abriu e fez Solaris ficar de pé. Havia mais alguém dentro da sala. A porta se fechou, a cadeira de metal foi puxada e o peso do corpo sobre o metal a fez ranger. O que deu uma idéia vaga do tamanho de seu agressor.

            __Sente.__não foi um pedido, e sim, uma ordem rude, direta, que Solaris não obedeceu.__Sente!__a voz masculina ordenou.

            Solaris continuou de pé, tremia de medo, mas resolveu enfrentar seu raptor. Talvez assim descobrir com quem estava lidando. Um troar alto cortou a sala.A cadeira foi lançada contra a parede violentamente. Passos pesados, fortes cruzaram a cela e finalmente a violência. O tampa pegou Solaris desprevenida e a jogou no chão como um feixe de palha.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 20h04
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ankh

            Cont...

 

               Sangue e dor se misturavam com o desejo de vingança. O camisolão se molhou no chão, os cabelos.  Subitamente se viu erguida do chão por mãos rudes, ferozes, impiedosas. Solaris podia sentir a respiração de seu agressor sobre sua face, ele estava muito perto, impondo sua presença aos seus sentidos. Era um bom momento para agir. Ergue a mão e cravou as unhas em sua face. Nada aconteceu! Sentiu seus dedos tocarem a pele grosseira de seu algoz, enquanto ele ria, gargalhava.

            __Acha que sou estúpido?!__disse soltando-a sobre o catre de qualquer modo.__Cortei suas garras, tirei sua “visão”, sua liberdade e muito breve vou tirar sua vida.__murmurou cheio de gozo.

            __Quem é você?__Solaris exigiu saber.__O que lhe fiz?

            __O jogo esta apenas começando, Solaris. E quem dá as cartas agora, sou eu.__disse enquanto erguia a cadeira do chão.

            __Isso não é um jogo!

            __É o meu jogo e você vai jogá-lo comigo.__assegurou.

            __Solte-me!

            Enquanto Solaris tentava adivinhar o que acontecia a sua volta, milhões de sons invadiram a cela. O raptor organizava coisas, abria e fechava caixas, sacos. Finalmente avançou sobre ela. A puxava pelo pescoço, enquanto forçava seu braço para trás. Solaris gemeu e se viu forçada a sentar-se na cadeira. Logo estava amarrada, os pulsos presos por tiras, fixas na mesa. E quando recebeu o baralho sob ela ficou surpresa.

CONTINUA... PRÓXIMO SABADO

           

 

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 20h02
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ankh

A PRESENÇA

(PARA B.C)

Por

Nazarethe Fonseca

 

Estou sempre nesse espaço nesse espaço onde você não me vê, apenas me sente.

Não me recinto de segui-la pelos dias de sol e chuva, nas trevas ou na luz.

 Sou o que quero ser.

Provo como existo por você é este meu dom, minha missão.

Somos um em mil.

Você está em meu mundo e eu no seu.

Sou pequeno e grande, homem e menino, amante e mentor.

Passeio por seus olhos para deslizar sobre sua boca.

Mergulho nos seus ombros, escorrego por seus seios.

Estou detrás de sua pupila, debaixo de sua pele, em cada batida de seu coração.

O suspiro do passado, o sonho do futuro.

Estou dentro de seus sonhos, mas você não esta dentro dos meus, pois sou parte de sua alma. O suspiro de dormir, o de despertar, o sorriso e a lagrima.

Flutuo sobre seu corpo, estou do seu lado, nós sempre estaremos juntos. Eu não como, eu não vivo, eu não respiro, pois minha existência depende de você.

Recoste-se em mim, abrace-me, deixe-se ficar em meus braços.

Segure me mão, permita que ela repouse em seu ombro. Deixe-me ver a vida com seus olhos e jamais te abandonarei, apenas feche os olhos e confie.

Eu estou aqui...Escute minha voz, sinta sobre sua pele...

Eu estou aqui, sinta meu hálito sobre sua face, minha mão sobre seus cabelos...

Não resista, não me revele, não me esqueça, não me despreze.

Distancia não existe, tempo não há, minha alma esta ligada a sua, somo um.

 

 

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 19h59
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ankh

[ Perfil ]

Nazarethe Fonseca
Sou uma mulher, pois, assim o divino me destinou a ser. Estou em constante mudança, evolução e até mesmo sujeita a retroceder. Pois nesse corpo bate um coração, nessas veias corre sangue. E como um animal “consciente, falante, civilizado”, posso incorrer a enganos, atos impensados. Não me limitarei a dá qualidades, pois talvez somente eu as perceba. Citarei que acho mais obvio em minha natureza humana, feminina. Tento sempre ser positiva, otimista, sem parece hipócrita, amiga, segura, forte, persistente, grata, consciente, tolerante, paciente, sagaz, ter um propósito, ser movida pela fé, pela idéia de que a nossa volta existe algo mais que o vazio, o silencio ensurdecedor. Talvez isso não seja tudo, mas certamente é o que me ocorre a essa altura da vida. Pois nada pode ser perpetuo quando somos mortais.



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