Nota de esclarecimento as primeiras paginas do livro foram postadas no dia 30/07 e a continuação  segue pelos dias 06/8,13/08,20/08.

 

O OLHOQUE TUDO VÊ

 

O ENCONTRO

 Todos os direitosreservados a Autora®

                       A maioria já havia terminado seu cálice de absinto, no paladar, nos sentidos o que restou foi uma sensação de leveza e amargor. Otto foi o primeiro a aplaudir Ciro, que se curou e viu a satisfação de seus colegas de clube. Sabbath se levantou e tocou sua face com extremo carinho e murmurou:

            __Sempre me surpreendendo.

            __Vamos, esta na hora da surpresa.__Lena afirmou quase ansiosa, movendo-se dentro do vestido negro de seda bordado em estilo oriental.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 17h03
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ankh

                Ariana e Flora estavam juntas e se divertiam observando a cena, Ciro segurou Sabbath, pois ela deu um passo a frente pronta a deter Otto. Eles assistiam completamente mudos, atentos, e quando as primeiras fagulhas começaram a se desprender Sabbath temeu pela vida imortal de Otto. A menina sumiu engolida pelo ser hediondo que se escondia detrás de uma ilusão poderosa que atraia suas presas. O corpo marrom, as mãos longas e de unhas negras envolviam os ombros de Otto, a boca estava exacerbadamente aberta os dentes pontiagudos era como pilaras da porta de um inferno negro, lodoso. Um demônio perigoso, que sugava a força vital de Otto aos poucos. 

               __Lena! Contenha está coisa!__Sabbath ordenou, vendo Otto tremer nos braços da criatura, um inimigo natural de sua espécie.

            __Otto saberá lidar com ela, vamos assista com tranqüilidade Sabbath.

            __Isso não está certo.__Lee falou, ouvindo as suplicas de Ariana, que nervosa pedia pela vida de Otto assim como Sabbath.

           Edgar também não ficou indiferente, e até mesmo Lena começou a temer pelo desenrolar daquela brincadeira de mau gosto, que promovera. O demônio rugiu e gritou, o fluxo de energia parou de sair de Otto para sua boa. A criatura corcunda, desajeitada tentou fugir do abraço de Otto, mas era tarde demais. Otto tinha os olhos brancos, cheios de luz e sua fome era enorme. Suas mãos se fecharam sobre a criatura, que a essa altura gritava de modo estridente, lamuriento, enquanto lutava por sua vida. Não havia fuga, sua energia era absorvida por Otto de modo rápido e irreversível. O demônio aos poucos parou de gritar e tudo que emitia agora eram grunhidos baixos, depois o silêncio. Seu corpo secava ao chão da sala, completamente morto, suas cinzas, foi tudo que restou.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 16h43
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ankh

O som do corpo de Otto caindo ao chão foi bem real, assim como o estrondoso tapa que Sabbath desferiu sobre a face de Lena.

Lee e Edgar recolheram Otto do chão e o levaram para um dos quartos do casarão.

__Isso não fica assim, ela me paga!__Lena vociferava, andando de um lado para outro da sala.

__Você nos assustou a todos, sem falar que colocou a vida de Otto em perigo para satisfazer seus caprichos.__Ariana a lembrou jogando as cinzas do demônio dentro da lareira para vê-las brilhar.

__É para isso que estamos aqui, nos assustar, sentir medo, algo que somente provocamos em nossas vitimas.__Lena tentava se justificar.

__É fato.__Edgar começou serio observando Lena com cuidado.__Mas não está escrito nas regras do clube que tenhamos de nos colocar em perigo para isso. Consegui minha imortalidade a custa de muito estudo e não quero perde-la em um de seus joguinhos.__cuspiu seco.

__Depois de quatrocentos anos tornou-se um covarde?__Lena se arriscava.

__Lena minha querida, o diabo pode ter lhe dado uma segunda chance, eu a consegui sozinho.__a afirmação a insultou.__Quanto tempo mais vai viver entre os mortais lhes roubando a alma? Dois, três séculos? Quanto lhe custou a imortalidade?

__Minha imortalidade não depende de artifícios ou drogas.

__Meninos e meninas, por favor, esta discussão torna-se desnecessária, enfadonha.__Lee, falou surgindo nas escadas.__O fato é, que a surpresa de Lena, uniu o nosso mais belo e encantador casal.__murmurou enamorado, ele falou propositalmente.

Lee queria atingir Ciro, que estava calado junto à janela de olhos presos a escadaria, claro, esperando Sabbath. Mas ela não viria, pelo menos por algum tempo. Todos ali sabiam que só sairia da cabeceira de Otto quando o visse recuperado.

__Fico feliz__Flora disse saindo de seu silencio observador.__Estes dois precisam ficar mais próximos, afinal são iguais.__Flora viu o olhar de Ciro e teve um pouco de pena de seu coração imortal.

__Sabbath é uma traidora, fria.

__Como você.__Ciro falou seguro.

Lena lançou sobre Ciro um olhar frio e saiu da sala furiosamente, mas debaixo de toda aquela raiva havia magoa e tristeza.Ariana estendeu a mão para Lee e ele aceitou. Flora olhou o velho gramofone, enquanto Edgar girava a velha manivela. E a melódica “Love me or leave me, na voz suave, morna de Billie Holiday” embalou aqueles estranhos casais. Edgar se movia com graciosidade levando Flora nos seus braços. Lee estreitava Ariana junto ao peito e murmurava coisas ao seu ouvido, Ariana sorria manhosa e esfregar a face macia a dele. As mãos delicadas passeavam sobre seu casaco de veludo numa caricia lenta. O beijo surgiu, mas eles continuavam dançando ao som da melodia, envolvidos, amantes.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 16h30
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ankh

Edgar e Flora não faziam diferente, na verdade já se beijavam a algum tempo. Eram amantes a vários os anos e tinha, estranhamente, uma relação harmoniosa que preservavam com muito cuidado. Edgar dividia com Flora o amor pelas ervas, pela farmacopéia, afinal ela era uma bruxa muito poderosa e antiga, assim como Ariana. Não raro, vê-los junto discutindo sobre porções e ungüentos.

Uma gargalhada mais alta de Ariana anunciou a saída ele e de Lee da sala rumo a biblioteca. Edgar sorriu e com um olhar sedutor, beijou o colo alvo de Flora, suas mãos descia por seu vestido de veludo verde, buscando-lhe a maceis da perna sob a meia três quarto negra. A sensação o excitou, os dedos buscaram os botões, enquanto a boca percorria a de Flora faminta. Ela segurou sua mão, enquanto afastava os lábios dos dele e o puxou para a saleta.

__Você jamais entendeu minha natureza, Ciro, jamais.__Lena falava agitada.__Preciso comer e você jamais conseguiu ser uma boa refeição.

A indireta deixou aquele velho vampiro mais do que irritado.

__Eu sobrevivi a você, Lena. Fiz mais que qualquer outro de seus amantes. Afinal você os mata, não é mesmo.__rugiu enciumado, debochando do modo como conseguia energia para se manter bela e imortal.

__Não se acredite tão superior por ter sobrevivido. Eu bem que poderia ter ido até o fim.__esclareceu poderosa, sedutora.

__E porque não foi? Diga Lena, diga de uma vez.__exigiu.

__Pouco importa.

__Para mim importa.__dizendo isso ele a tomou nos braços, a fez enfrentar seu olhar mudado, aborrecido, as presas de vampiro.

__Ciro, não tenho ânimo para poupa-lo.__murmurou enfrentando de igual para igual.__Afaste-se!

__É muito tarde.

Ciro puxou o vestido de Lena e deteve seus golpes, e não se impressionou com a cor rubra que seu olhar adquiriu. E a mordeu impiedoso, Lena gemeu e segurou os ombros de Ciro. O prazer que sentia era enorme e a certa altura beijou sua orelha, enquanto ele sugava devagar, aproveitando cada segundo do contato. 

CONTINUA...

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 16h28
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ankh

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Nazarethe Fonseca
Sou uma mulher, pois, assim o divino me destinou a ser. Estou em constante mudança, evolução e até mesmo sujeita a retroceder. Pois nesse corpo bate um coração, nessas veias corre sangue. E como um animal “consciente, falante, civilizado”, posso incorrer a enganos, atos impensados. Não me limitarei a dá qualidades, pois talvez somente eu as perceba. Citarei que acho mais obvio em minha natureza humana, feminina. Tento sempre ser positiva, otimista, sem parece hipócrita, amiga, segura, forte, persistente, grata, consciente, tolerante, paciente, sagaz, ter um propósito, ser movida pela fé, pela idéia de que a nossa volta existe algo mais que o vazio, o silencio ensurdecedor. Talvez isso não seja tudo, mas certamente é o que me ocorre a essa altura da vida. Pois nada pode ser perpetuo quando somos mortais.



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Andréa Cândido
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