O OLHO QUE TUDO VÊ

 

O ENCONTRO

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A paixão de Ciro e Lena explodiu e acendeu uma fogueira que precisava queimar até o fim. Enquanto se despiam, pareciam lutar com suas roupas, botões e zíper, tudo aquilo era uma barreira para o ato do amor. Um botão saltou da camisa de Ciro e voou pela sala. Os lábios de Lena sugavam a boca de Ciro, as mãos dele estavam em seu vestido e o sutiã surgia como uma aparição no meio de uma noite escura. Não havia dialogo além do travado por seus corpos em busca de contato. O abraço confuso, num puxa-puxa sem fim os desequilibrou e o chão foi o limite. Caíram sobre o tapete e o riso foi inevitável, uma explosão de gargalhadas que só pode ser silenciada com beijos e caricias.

No quarto principal, Sabbath cuidadosa, umedecia a fronte de Otto com uma toalha de linho. O contato com o estranho demônio o deixou febril, inconsciente, preocupada que Otto pudesse arder vivo, permaneceu ao seu lado. E enquanto ela o tinha novamente em seu leito, debaixo de seu poder de fêmea, se perguntou o porque de tanta distancia? Ao perceber que ele poderia morrer nas mãos do demônio, percebeu o quanto sentia sua ausência. O que havia acontecido com eles, porque o amor havia chegado ao fim? Pelo menos o dele, pois o amor que sentia por aquele Russo estúpido, grosseiro, teimoso, jamais findou de reclamar dentro de seu peito.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 15h15
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ankh

Deixou a toalha dentro da bacia de prata e tocou sua face, primeiro buscando ver se a febre havia cedido. Mas tudo que sua mão encontrou foi à aspereza firme da pele masculina, uma mistura de força e beleza, que os homens, mesmo sendo imortais guardam em sua natureza. Quantas vezes não o beijou, ali na curva do queixo, no canto da boca, no se deixou sussurrar junto ao seu ouvido que o amava? Seus dedos agora não tinham controle, deslizavam por seus cabelos sedosos, nem curtos nem longos, dourado. Sabbath sempre gostou de acaricia-los, brincar com os fios de ouro entre os dedos. Logo estava no contorno do queixo, o pescoço forte. A camisa entreaberta deixou Sabbath ver parte do peito, observar a respiração pausada, os sinais de um caminho perigo, o seu peito largo. Fechou os olhos e se odiou por ainda o desejar, amar tanto! Abriu os olhos e a primeira coisa que viu foi à boca máscula de Otto. A mão alva de Sabbath, delicada passeou no ar, desenhava os lábios cerrados, carnudos. Tudo que desejava era um beijo, a caricia mais suave de seus lábios, o contato de sua pele sobre a dela... Inclinou o corpo, a cabeça e deixou que os lábios rubros, macios pousassem sobre os de Otto.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 15h12
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ankh

A leve pressão, sua respiração mesmo suave o despertou. Ele abriu os olhos cinzentos lentamente e encontrou os dela.

“__Porque demorou tanto minha boneca...”__ele murmurou em russo.

Sabbath tentou se afastar, lutar empurrou o peito forte e tudo que conseguiu fazer foi tocar sua pele, gemeu aflita. Otto a segurou forte e girou. Sabbath estava debaixo do seu corpo, a mercê de seus beijos. Ágil, conhecedor dos mistérios daquela mulher firme e meiga, Otto lhe conteve as mãos, os empurrões e a silenciou com um beijo poderoso, intenso. A cabeleira dourada ocultava a face da amante numa caricia cruel, doce. Otto podia sentir o corpo delicado de Sabbath aquietar-se debaixo do seu, as formas delicadas, macias o torturando. Mas ao ouvir seu coração bater agoniado e a soltou. Sabbath sentou no leito, fitou Otto, ambos arquejantes, surpresos. E nos olhos dela só havia arrependimento, dor, amor.

__Aonde vai?__Otto murmúrio percebendo sua fuga do leito.

__Não precisa mais de minha ajuda.__afirmou voltando à secura habitual.

__Engano seu__disse bloqueando sua passagem.__preciso de você sempre, constantemente ao meu lado. Estou doente a cem anos, minha doença só encontra alivio diante da visão de sua face. Minha febre só cessa diante do som de sua voz. E só encontrarei cura quando voltar para meus braços, Sabbath.

__Deve lembrar como contraiu tal “doença”, não é mesmo?__ela perguntou amarga.__Ou será que a solidão, o fez esquecer de sua traição?

__Lena jamais foi minha amante.__revelou seguro e pela primeira vez percebendo que Sabbath desejava ouvir suas explicações.__Naquela noite depois de uma discussão com Ciro Lena saiu a rua e encontrou alguns de seus inimigos. Chegou a minha casa ferida, a beira da morte. E me implorou para que jamais revelasse a Ciro seu estado. A coloquei em minha cama, cheguei a pensar que ela morreria aquela noite, pois não mais queria viver. Entregava-se a morte lentamente. E se nos viu trocando um beijo foi porque dei parte de minha energia para que se recuperasse dos ferimentos sofridos.

__Porque nunca me disse...?__Sabbath perguntou confusa.

__Eu tentei, mas jamais me deixou explicar, além disso, prometi a Lena não revelar a ninguém que esteve à beira da morte, que sua face se encheu de rugas, que sua beleza sumiu debaixo da dor do amor perdido por Ciro.__ele fez silencio e falou pouco depois: __Bem, finalmente eu consegui lhe dizer a verdade.

Dizendo isso Otto saiu da frente da porta e deu passagem a Sabbath. Por um minuto ela hesitou, tocou o trinco da porta e finalmente saiu, na verdade correu porta fora e se trancou no lavabo.

continua....

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 15h11
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ankh

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Nazarethe Fonseca
Sou uma mulher, pois, assim o divino me destinou a ser. Estou em constante mudança, evolução e até mesmo sujeita a retroceder. Pois nesse corpo bate um coração, nessas veias corre sangue. E como um animal “consciente, falante, civilizado”, posso incorrer a enganos, atos impensados. Não me limitarei a dá qualidades, pois talvez somente eu as perceba. Citarei que acho mais obvio em minha natureza humana, feminina. Tento sempre ser positiva, otimista, sem parece hipócrita, amiga, segura, forte, persistente, grata, consciente, tolerante, paciente, sagaz, ter um propósito, ser movida pela fé, pela idéia de que a nossa volta existe algo mais que o vazio, o silencio ensurdecedor. Talvez isso não seja tudo, mas certamente é o que me ocorre a essa altura da vida. Pois nada pode ser perpetuo quando somos mortais.



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