O REENCONTRO

por

Nazarethe Fonseca

 

 Todos os direitos reservados a Autora®

        __Afaste-se!__Verônica gritou aterrorizada.__Não me toque...__choramingou dolorosamente com os olhos azuis fixos na face sobrenatural.

O vampiro recuou, o que lhe dava forças para fazê-lo no ápice do desejo, era o amor que sentia pela mortal. Envergonhado sabendo a face descorada, demoníaca exposta por completo aos olhos de jovem, não pode mais fitá-la, baixou a vista sabendo que seus olhos deviam estar dilatados, obscuros como a fome que sentia. Escondeu-se debaixo das palmas das mãos e ao fechar os lábios sentiu os caninos. Infeliz, amargurado, lhe deu as costas sentindo todo repúdio, temor da jovem mulher. Encolhida sobre o leito a Verônica tentou refazer-se, esconder a nudez dos seios, puxar os laços da camisola. Fitou a janela aberta e percebeu que o estranho invasor havia galgado quase vinte metros de muralha lisa. Homem algum jamais conseguiu fazê-lo em séculos! Como ele poderia?

__Que espécie de criatura é você?__murmurou segurando o candelabro firmemente.

A mudança na iluminação da câmara fez o vampiro voltar-se, fitar novamente a mortal, mas sempre com muito carinho.

__Fui um homem, hoje sou uma besta, um monstro.__revelou com os olhos pregados em Verônica que andava junto ao leito, enquanto cobria-se com um manto azul de veludo.

__O que quer de mim? O que busca invadindo meus aposentos?

__Sim, não mais me reconhece.__lamentou com o coração transbordando de dor.__Deixe que seus olhos acariciem minha face por mais atemorizante que seja. __pediu observando recuar.__Busque compaixão em seu coração de mulher, esposa.__suplicou dando um passo à frente.

__Recue ou chamarei a guarda.__Verônica ameaçou pegando de sobre a mesinha uma adaga.__Vá embora criatura diabólica.__exigiu.

O vampiro fitou a lamina, a mão delicada que a empunhava com tanto destemor. E tomou sua decisão, avançou e caiu de joelhos aos pés de Verônica, abriu a camisa de linho num puxão e pediu.

__Mate-me, pois este é o único modo de me fazer desistir de tê-la em meus braços novamente.__a voz rouca de Belamir tocou a pele da jovem como uma caricia.__Não estou aqui por vontade própria, a senhora me trouxe do túmulo.__a essa altura Belamir tinha a mão estendida para Verônica que hesitava de adaga em punho.__Alimente-me, dê a paz que busco.__sussurrou beijando a barra bordada de sua camisola alva, bordada com sofreguidão.

__Quero que vá embora...__a voz dela tremeu, Verônica estava confusa, aquele olhar não lhe era estranho, nem o tom de sua voz....__Deixe-me eu imploro.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 23h22
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ankh

CONTINUAÇÃO...

__Terá de me matar para conseguir isso, Verônica. __dizendo isso o vampiro segurou seu pulso e tentou trazer a lamina para dentro de seu peito, mas Verônica gemeu puxou a mão cortando-se na lamina.

A adaga caiu no chão, o vampiro ainda segurava a mão de Verônica, o sangue fluía do corte, paralisando, enlouquecendo Belamir, assim como o coração de Verônica que batia disparado, ele podia senti-lo debaixo dos dedos gelados. Verônica escolheu a fuga, Belamir a coragem, a segurou firmemente e olhando-a nos olhos beijou a palma sanguinolenta.

__Não...__arquejou tomada de terror e desprezo pela criatura.

Belamir tomado de revolta a trouxe para junto do peito e a fez enfrentar a face alterada. A ergueu nos braços ignorando os chutes, os empurrões, os tapas que desferia a toa. O leito foi o limite, a face delicada transformada numa mascara de terror. E quando os soluços surgiram em meio à luta, o vampiro por mais uma vez recuou, fugiu. Estava aos pés do leito, segurava as colunas, fitava toda a dor que trouxe a Verônica por entre as cortinas do dossel. A janela entreaberta bateu contra parede, havia sido o vento ao a saída tempestuosa de Belamir? A face banhada em lágrimas de Verônica brilhou na semiescuridão do quarto, parecia uma vela, um farol numa ilhota distante. Buscava o intruso na semi-escuridão dos aposentos, mãos sobre o peito, olhos atentos. A caricia de Belamir a sobressaltou, tentou fugir, mas foi detida suavemente:

__Acalme-se, eu imploro.

Os dedos frios do vampiro estavam sobre a garganta e face, a mão espalmada tentava inutilmente abranger cada traço. Verônica não se moveu, deixou-se ficar paralisada, a face inundada pelas lágrimas. O vampiro a envolvia pela cintura, estava as suas costas sobre o leito.

__Seus olhos doces, mortais não podem me reconhecer, minha bem amada? Vasculha tuas lembranças, teu coração e me busca em dias claros, noites longas repletas de caricias e ternura __sussurrou junto ao seu ouvido.__ de certo encontrar um homem orgulhoso e tolo que um dia chamou de amante, esposo, Belamir.__sugeriu com a voz rouca.

__Meu esposo, o príncipe Belamir está morto.__ela soluçou, morreu em batalha defendendo a Irlanda há um ano.

O vampiro fechou os olhos amargamente e deixou o queixo repousar sobre o ombro da mulher amada. Verônica afrouxou as reservas e deixou-se ficar recostada ao seu peito. O abraço os envolveu, ela fechou os olhos e tentou acalmar o coração, que mais parecia um pássaro engaiolado.

__Verônica minha bem amada, reconhece este anel?__dizendo isso estendeu a mão pálida, quase fantasmagórica onde seu brasão mostrava-se imponente em ouro. __Reconhece meu selo, sou eu Belamir, teu marido.__dizendo isso tocou a face pequena, frágil, ambígua.__Sim, teu primeiro e único amor e amante, o que te ergueu nos braços quando estava preste a cair do cavalo. Quem mais além de mim conhece teu sinal de nascença no alto da cintura.__Belamir deslizou a mão sobre a camisola até o local exato. Enquanto observava a expressão surpresa da amante.__O mesmo que em seu ultimo suspiro de vida chamou teu nome...

__Não __Verônica resistiu amarga, cruel.__Bem sei que se foi, que tudo não passa de um delírio, um acoite do demônio sobre minha carne.__falou tentando afastar-se dele, que a deteve, conteve seu gesto de repudio.

__Escuta-me Verônica __pediu, segurando seu rosto delicado entre as mãos fortes.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 23h20
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ankh

CONTINUAÇÃO...

__Fomos amaldiçoados.__Belamir murmurou com o olhar perdido dentro do olhar azul de Verônica e por fim, além da janela, onde as nuvens que insistiam em encobrir a lua.__Os Deuses nos invejam a paixão, o amor que partilhávamos e me levaram para o inferno.

__Dez dias após a partida do exército, em uma noite brumosa como esta que nos rodeia __falou olhando para a janela com receio.__Tive um horrendo pesadelo, vi meu príncipe em meio à batalha. Ele jogava seus inimigos ao chão todos eles mortos, mutilados e num gesto altivo e poderoso ergueu sua espada aos céus proclamando sua vitória.__a voz trazia a Belamir a força da cena vivida. Não podia deter-lhe a revelação.__ Foi como se ele houvesse ferido, insultado a noite, as trevas, pois da escuridão um raio o atingiu.__a voz suave, delicada tremeu.__ Cavalo e cavaleiro tombaram ao solo inertes e a espada do inimigo o alcançou impiedosa...

Verônica agarrou-se ao vampiro e chorou aflita. Enquanto Belamir de olhos fechados lamentava por ela, que em sonhos viu sua trágica morte.

__Por quê nosso amor não perdurou...? Sempre desejei morrer em seus braços...__ela revelou sincera.__ A quem importunamos com nosso amor?

__A morte.__Belamir murmurou em resposta.__mas eu retornei, vim para ficar ao seu lado.

__Por Deus...perco a razão!__lastimou-se agarrada ao corpo de Belamir __Pois apesar de tê-lo em meus braços, em meu leito, sei que repousas entre os narcisos com os quais te adornei o tumulo. Pois eu mesmo lavei o sangue de seu corpo e cabelos.__disse tocando-lhe a cabeleira lisa e negra.__ O vesti em sua melhor túnica, beijei teus lábios gelados para só então entrega-lo ao silencio de nosso mausoléu.__lastimou-se dolorosamente.

__Não, não, estou aqui.__arquejou segurando-a pelos ombros __Vede, toca, sente-me. __dizendo isso a beijou sôfrego, tomando-lhe o fôlego, as lágrimas de alegria e pesar. __A venci, a morte, estou aqui minha amada.__Belamir começou fazendo-a olhar em seus olhos transformados, luminosos, a face mudada, vampira.__ Voltei dos infernos mais longínquos, atravessei martes escuros, lutei com hordas de demônios e homens sem esperança. __esclarecia tentando fazê-la ver a verdade.__E diante dos abismos gritei teu nome minha Verônica. Ele se tornou minha oração, meu altar. Barganhei minha alma para tê-la em meus braços uma vez mais que fosse. __murmurou amante, terno, roçando os lábios nos dela.

__O que será de nós, deste amor agora amaldiçoado...?__ela quis saber aflita.

__Deve morrer para comigo viver eternamente.__ele a sentenciou.

__Não...__gemeu sem conseguir debelar o medo.

__É o único modo de me manter ao seu lado ou novamente morrerei.

__Não, não suportarei perdê-lo novamente.__Verônica soluçou e jogou-se nos braços de Belamir angustiada. __O negro tornou-se minha cor para noites e dias desde que desceu a sua sepultura. Meu corpo é mero objeto esquecido pelos cantos sem o seu toque. Minha voz emudeceu na garganta, pois já não posso mais chamar teu nome. Em minha boca só restou o sal de meu pranto, em meus olhos o vermelho das rosas tornou-se roxo, avinhado. A morte o roubou de meu leito prematuramente...

__Sei que te pareço horrendo e nefasto, e a escolha que te trago sinistra, mas perdoa este viajante do vale da morte, tenta amar-me novamente, mesmo tendo o corpo e a alma marcados para sempre.__pediu sentindo a caricia de Verônica sobre seu rosto.__ Mas saiba, meu coração ainda te pertence, ele clama pelo seu...

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 23h19
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ankh

CONTINUAÇÃO...

 __Ó doce ilusão não se desfaça, permaneça __Verônica soltou aflita, ansiosa__ embala meus sonhos, faz este delírio feito de absinto perpetuo.__Verônica sussurrou entrelaçando os dedos com os do marido.

Belamir envolveu Verônica num abraço poderoso e apoderou-se de seus lábios antes que protestasse, que escapasse novamente. Podia sentir seus dedos delicados tocando-lhe a face fria, envolvendo os ombros, buscando seu corpo. O medo a dominava em proporção igual ao desejo, mas não procurou debandada, na verdade para vencê-lo pareceu se lançar ao mar tal suicida. A camisa entreaberta permitiu aos lábios róseos de Verônica tocarem o peito do amante, o pescoço largo, as mãos pequenas surgiam como pássaros tímidos por entre o punho rendado da camisola. Belamir vencia os laços, que cediam pacíficos ao seu avanço e quando seus corpos se tocavam nus a tempestade desabou sobre o castelo. A chuva molhava o assoalha, o vento chicoteava as cortinas, as velas cederam sob a força da mão ágil do vento frio. O fogo na lareira os deixou na penumbra, favorecendo amantes, dando-lhe coragem para desfrutarem de caricias mais ousadas, atrevidas. Mas os relâmpagos curiosos, vez ou outra deixavam entrever os corpos entrelaçados, agitando-se no frêmito da paixão. Num desses raios de luz a cabeleira loira de Verônica pareceu feita de fios de ouro espalhadas sobre o dorso de Belamir. Seus lábios entreabertos, o movimento de suas mãos sobre o colo, a garganta da amante. O beijo sugado, lento anunciou o inevitável, um grito engasgado, juntou-se ao trovão. O vampiro bebia embalado pela tempestade e dentro de seus olhos escuros só havia fome, gozo. A mão espalmada nas costas da amante a traziam, esmagavam junto ao peito. O tom róseo tão similar ao das rosas que Verônica trazia no corpo se pedia, assumia contornos breves, uma rosa pálida entre os lençóis do leito, entre os cabelos negros de Belamir.

Ela arquejava sem forças, tremia, enquanto apertava-lhe a mão, e pouco adiantou ele cobri-la, tentar aquecê-la entre os braços... Verônica morria com os olhos fixos na face amada do esposo, seu assassino, os lábios entreabertos haviam perdido a cor, um rosa murcha. Belamir permaneceu no leito tento nos braços o corpo da amante, no coração agora vivo, somente dor e pesar. Derramou lagrimas amarga, pois sabia ter amaldiçoado a criatura que mais amou enquanto vivo. Quando a alvorada se anunciou, deixou o corpo no leito e partiu, lembra de ter descido as escadas do castelo e buscado sua tumba no mausoléu. O grito da criada, a surpresa tomou o castelo, havia gritos e pranto, e durante todo o dia e noite o castelo perdido nas encostas frias da Irlanda pranteou a bela Verônica. Foi enterrada ao amanhecer num túmulo ao lado do esposo amando e lá permaneceu até que a noite despencou novamente sobre o castelo.

Belamir despertou e seu primeiro ato foi empurrar a pesada lapide. Verônica repousava plácida em seu leito de rosas brancas, no cabelo uma coroa de flores, nas mãos um ramalhete. O vampiro tocou-lhe a face e por fim beijou os lábios gélidos, que mais pareciam feitos de mármore. Ela precisava despertar, fazer-lhe companhia... E durante as horas mortas da noite Belamir esperou que Verônica despertasse para lhe fazer companhia na imortalidade. A manteve nos braços, acariciava suas mãos, cabelos sem resposta obter. E quando a manha estava próxima ele finalmente a ouviu chamá-lo:

__Belamir...?

A voz espectral as costas do vampiro, assim como uma grandiosa luz o fizeram voltar-se com o cadáver da esposa nos braços. Para observar-lhe o fantasma! Verônica era um espectro luminoso, celestial.

__Rogo-te Verônica fica comigo.__pediu.

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 23h18
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ankh

 

CONTINUAÇÃO...

__Não partilharei de tua maldição meu amado, em meu coração e alma repousam a paz. Deixa que meu corpo se decomponha em meio às rosas de nossos campos amados.

__Voltei para que ficássemos juntos...Não percebe, dei minha alma para está ao teu lado.__revelou agoniado.

__Sim, meu amado, teu sacrifício me deu forças para enfrentar teu amor obscuro, entregar-me a tua fome de sangue.__falava docemente __Mas quando me sacrifiquei, recebi a escolha de salvação e a dei a tua alma. Esta manhã quando o sol nascer poderá novamente andar entre os homens, pois tua vida foi devolvida. Não percebe?

Belamir depositou o corpo da esposa no sepulcro e estendeu a mão diante dos olhos. E viu com horror que voltara a vida.

__Teu despertar foi para a vida, meu amado príncipe.__murmurou plácida luminescente.

__O que fez minha amada?!__rugiu em desespero.

__Salvei tua alma do inferno, meu príncipe.__sua voz era a de um anjo, e no rosto exibia paz e alegria.

__Não posso viver sem tua presença.__assegurou.

__Sim, poderá, faça de minha escolha teu esteio e força. Pois a vida foi a te devolvida em forma de amor.__dizendo isso o espectro se aproximou de Belamir e inclinando a cabeça o beijou, enquanto sua forma aeriforme evaporava levada pela brisa da aurora que chegava mansa anunciando o dia.

Belamir chorou e suas lagrimas era límpidas como cristais. Beijou o corpo da esposa e fechou seu túmulo e quando alcançou o pátio do castelo vazio o sol banhou seu corpo sem lhe causar nenhum mal.

FIM

 

:: Postado por Nazarethe Fonseca �s 23h17
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ankh

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Nazarethe Fonseca
Sou uma mulher, pois, assim o divino me destinou a ser. Estou em constante mudança, evolução e até mesmo sujeita a retroceder. Pois nesse corpo bate um coração, nessas veias corre sangue. E como um animal “consciente, falante, civilizado”, posso incorrer a enganos, atos impensados. Não me limitarei a dá qualidades, pois talvez somente eu as perceba. Citarei que acho mais obvio em minha natureza humana, feminina. Tento sempre ser positiva, otimista, sem parece hipócrita, amiga, segura, forte, persistente, grata, consciente, tolerante, paciente, sagaz, ter um propósito, ser movida pela fé, pela idéia de que a nossa volta existe algo mais que o vazio, o silencio ensurdecedor. Talvez isso não seja tudo, mas certamente é o que me ocorre a essa altura da vida. Pois nada pode ser perpetuo quando somos mortais.



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